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Daniel

Daniel 8

  • 1 No ano terceiro do reinado do rei Belsazar (550 AC) apareceu-me uma visão, a mim, Daniel, depois daquela que me apareceu no princípio.
  • 2 E na visão que tive, parecia-me que eu estava na cidadela de Susã, na província de Elão; e conforme a visão, eu estava junto ao rio Ulai.
    • 3 Levantei os olhos, e olhei, e eis que estava em pé diante do rio um carneiro, que tinha dois chifres; e os dois chifres eram altos; mas um era mais alto do que o outro, e o mais alto subiu por último. Império Medo-Pérsa
    • 4 Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir, nem havia quem pudesse livrar-se do seu poder; ele, porém, fazia conforme a sua vontade, e se engrandecia.
    • 20 Aquele carneiro que viste, o qual tinha dois chifres, são estes os reis da Média e da Pérsia.

    • 5 E, estando eu considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre a face de toda a terra, mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha um chifre notável entre os olhos. Império Grego-Macedônico
    • 21 Mas o bode peludo é o rei da Grécia; e o grande chifre que tinha entre os olhos é o primeiro rei.

    • 6 E dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, ao qual eu tinha visto em pé diante do rio, e correu contra ele no furor da sua força.
    • 7 Vi-o chegar perto do carneiro; e, movido de cólera contra ele, o feriu, e lhe quebrou os dois chifres; não havia força no carneiro para lhe resistir, e o bode o lançou por terra, e o pisou aos pés; também não havia quem pudesse livrar o carneiro do seu poder.
     
    • 8 O bode, pois, se engrandeceu sobremaneira; e estando ele forte, aquele grande chifre foi quebrado, e no seu lugar outros quatro também notáveis nasceram para os quatro ventos do céu.
    • 22 O ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão da mesma nação, porém não com a força dele. Os quatro generais de Alexandre
    Roma Papal
    • 9 Ainda de um deles saiu um chifre pequeno, o qual cresceu muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa;
    • 10 e se engrandeceu até o exército do céu; e lançou por terra algumas das estrelas desse exército, e as pisou.
    • 11 Sim, ele se engrandeceu até o príncipe do exército; e lhe tirou o holocausto contínuo, e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo. 12 E o exército lhe foi entregue, juntamente com o holocausto contínuo, por causa da transgressão; lançou a verdade por terra; e fez o que era do seu agrado, e prosperou.
    • 23 Mas, no fim do reinado deles, quando os transgressores tiverem chegado ao cúmulo, levantar-se-á um rei, feroz de semblante e que entende enigmas.
    • 24 Grande será o seu poder, mas não de si mesmo; e destruirá terrivelmente, e prosperará, e fará o que lhe aprouver; e destruirá os poderosos e o povo santo.
    • 25 Pela sua sutileza fará prosperar o engano na sua mão; no seu coração se engrandecerá, e destruirá a muitos que vivem em segurança; e se levantará contra o príncipe dos príncipes; mas será quebrado sem intervir mão de homem.
    A Profecia das Duas Mil e Trezentas Tardes e Manhãs
    • 13 Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão relativamente ao holocausto contínuo e à transgressão assoladora, e à entrega do santuário e do exército, para serem pisados?
    O holocausto contínuo refere-se, no Velho Testamento, ao contínuo serviço dos sacerdotes no templo, para remissão dos pecados do povo e para o anúncio da vinda do Messias prometido; no Novo Testamento refere-se à contínua interseção de Cristo, o Sumo-Sacerdote, no santuário celestial. No ritual do sacrifício diário havia; o pão contínuo que era para ser conservado na mesa da propiciação; a lâmpada, que era para estar acesa continuamente; o fogo, que devia arder continuamente sobre o altar; as ofertas queimadas que deviam ser oferecidas diariamente; o incenso que devia ser oferecido cada manhã e cada tarde. Falando da destruição eminente de Jerusalém, que teve lugar em 70 AD, Jesus identificou os exércitos romanos como “o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel” (Mateus 24.15)
    • 14 Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs;
    Tarde e manhã = dia Em gênesis 1.5, referente à criação, “tarde e manhã, o primeiro dia”. Portanto trata-se de 2300 dias proféticos ou seja, 2300 anos. Dia = Ano Para marcar o início deste período profético veja-se Daniel 9. Se a data de início é 457 AC, mais 2300 anos, chegamos a 1844 AD. Também temos que esta visão se cumpriria no tempo do fim (verso 17)
    • 15 Havendo eu, Daniel, tido a visão, procurei entendê-la, e eis que se me apresentou como que uma semelhança de homem.
    • 16 E ouvi uma voz de homem entre as margens do Ulai, a qual gritou, e disse: Gabriel, faze que este homem entenda a visão.
    • 17 Veio, pois, perto de onde eu estava; e vindo ele, fiquei amedrontado, e caí com o rosto em terra. Mas ele me disse: Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim.
    • 14 (continuação) então o santuário será purificado.
    Hebreus 8:1-13
    • 18 Ora, enquanto ele falava comigo, caí num profundo sono, com o rosto em terra; ele, porém, me tocou, e me pôs em pé.
    • 19 e disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira; pois isso pertence ao determinado tempo do fim.
    • 26 E a visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira. Tu, porém, cerra a visão, porque se refere a dias mui distantes.
    • 27 E eu, Daniel, desmaiei, e estive enfermo alguns dias; então me levantei e tratei dos negócios do rei. E espantei-me acerca da visão, pois não havia quem a entendesse.
    Sobre o tempo do fim veja-se Daniel 12
O sonho de Nabucodonosor