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Reino Dividido

  • Daniel 2 41 Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo.(os pés da estátua) 42 E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil. 43 Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão pelo casamento; mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.
  • Daniel 7 24 Quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis;

Invasões e migrações dos povos bárbaros-séculos IV e V

Reinos Bárbaros no século VI

  • As invasões sucessivas do Império Romano por numerosas tribos germânicas e a substituição do império por vários estados ou monarquias, dividiram-no em dez partes principais dominadas pelos ostrogodos, visigodos, francos, vândalos, suevos, alamanos, anglo-saxões, hérulos, lombardos e burgúndios. Alguns preferem arrolar os hunos em lugar dos alamanos, contudo, os hunos desapareceram cedo, sem deixarem um reino estabelecido. O período foi de grandes revoltas, confusão e mudança, durante o qual um grande número de estados conseguiram a sua independência.
  • Em 476, a deposição do último imperador romano, Rômulo Augusto, por Odoacro, chefe dos hérulos, foi o fim do Império Romano do Ocidente.

Império Bizantino- século VI e a Expansão Islâmica – 632-750

  • No século VIII, os árabes, vindos do Oriente Médio, convertidos de uma nova religião – o islamismo -, ocuparam o norte da África e se instalaram na Península Ibérica, conquistando as terras onde os visigodos se haviam instalado anteriormente.

Império Carolíngio – 768-843

  • A Igreja e os Reis Germânicos (*) “Durante o século V e os seguintes, os reis germânicos expandiram seu território e, ao mesmo tempo, se aproximaram de Igreja Católica.
  • Entre eles, destacaram-se os francos, que conquistaram muito mais territórios do que todos os outros reinos bárbaros. A aliança com o papado lhes interessava porque a Igreja era a única instituição organizada que sobrara do antigo Império Romano. Os padres acabaram assumindo muitas das tarefas que antes eram feitas pelos funcionários romanos, como registros de nascimentos e de casamentos.
  • Tinham grande prestígio junto à população por saberem ler e escrever e pela ajuda que prestavam aos pobres. As poucas escolas da época funcionavam também ao lado das igrejas, dos conventos e dos mosteiros. A Igreja, por sua vez, ao se aproximar dos chefes germânicos, recebia terras, objetos preciosos e apoio para expandir a evangelização de outros povos. O rei franco Clóvis, por exemplo, prometeu se converter ao cristianismo caso vencesse uma difícil batalha contra os alamanos. Vitorioso, ele abandonou os antigos deuses pagãos e se batizou juntamente com 3 mil guerreiros. Isso ocorreu em 496. O ambicioso Clóvis, como outros reis germânicos, sonhava ressuscitar o Império Romano do Ocidente.
  • Clóvis era descendente do rei Meroveu, daí a dinastia merovíngia.
  • Com o passar do tempo, os reis merovíngios entregaram a administração e a defesa de suas terras a auxiliares importantes chamados mordomos do paço, que na verdade assumiam de fato o poder. Foi um desses mordomos do paço, Carlos Martel, que em 732 venceu os árabes muçulmanos impedindo que conquistassem as terras francas. Em 741, seu filho Pepino, o Breve, também mordomo do paço, enviou ao papa Zacarias a seguinte pergunta: Deve um homem deter o título de rei quando um outro homem detém o poder? O papa lhe respondeu que o poder devia ficar com quem tinha a capacidade para exercê-lo e apoiou a deposição do último rei merovíngio, que se retirou para um mosteiro. Em 751, Pepino, que se fez eleger novo rei dos francos, inaugurou uma nova dinastia: a carolíngia, assim chamada por causa do nome de seu pai, Carlos (Carolus).
  • Ao ser coroado rei dos francos pelo papa, Pepino deixou para trás o tempo em que os reis germânicos eram eleitos pelos seus guerreiros.
  • Consagrado pela Igreja, passou a governar tendo como base de sua autoridade não só o apoio de seus chefes militares, mas principalmente a “graça de Deus”.
  • Pepino retribuiu o apoio da Igreja defendendo-a dos lombardos e doando-lhe imensos territórios conquistados desses inimigos na parte cebtral da Itália, portanto, próximos a Roma. Tais domínios passaram a ser considerados Estados da Igreja (Estados Pontifícios).
  • Para governar, Carlos Magno, filho de Pepino, o Breve, respeitou as leis baseadas nos costumes tradicionais dos povos germânicos reunidos em seu império (burgúndios, visigodos, lombardos e outros), mas acrescentou as CAPITULARES. Feitas para todos obedecerem, as capitulares eram idealizadas pelos padres da Igreja e baseadas no Direito Romano. Já as leis germânicas cuidavam principalmente das questões privadas, como, por exemplo, a fixação de multas para crimes de furto”.
  • Em 772, Carlos Magno avança contra os saxões, adoradores do deus Irmin, que se rendem e prometem pagar tributos e permitir a entrada de padres missionários. Sete anos depois, em 784, os saxões, liderados pelo rebelde Witikind, estão em violentos combates contra Carlos Magno e a Igreja, mas perdem a batalha em Verden, quando são aprisionados 4500 saxões rebeldes e condenados à morte. Muitos prisioneiros se atiram ao chão, mães, esposas e filhos choram implorando clemência. Seus gritos são ouvidos à distância, mas suas súplicas são inúteis e as espadas ceifam as cabeças que rolam pelo chão ensangüentado.
  • Como represália, Magno decretou castigos como a pena de morte para os que não se batizassem ou não fizessem jejum na quaresma. As heranças confiscadas foram para a Igreja, e o povo saxão também passou a pagar o dízimo aos padres. Em 785, Witikind e outros líderes saxões, cansados da guerra, fazem um acordo com o rei franco e, o grandalhão louro, nu em praça pública, na cidade franca de Atigny, mergulha no batistério. Carlos Magno, outro grandalhão louro, consagra com a lei a vitória da cruz pela força da espada e estabelece direitos iguais para francos e saxões, desde que respeitada a lei maior – a da Igreja.
  • Com uma área conquistada extensa que fazia lembrar o Império Romano do Ocidente, em 800, se fez coroar imperador pelo papa Leão III.
  • Seu império foi dividido , em 843, entre seus três netos e se dissolveu anos após. Em 962, Oto I, rei da Germânia, fez-se coroar imperador pelo papa, cujos domínios passaram a ser conhecidos como Sacro Império Romano Germânico.“Fica claro que na Europa do ano 1000 e seguintes, o poder espiritual da Igreja era a única autoridade abrangente, ampla o suficiente para considerar-se universal. Nenhum poder, porém, detinha um controle econômico e político centralizado, como existira, por exemplo, no antigo Império Romano: nem o poder temporal dos padres, tampouco o poder secular dos guerreiros”. (*)
  • A partir do papado de Gregório VII, de 1073 a 1085, firmou-se definitivamente a obrigatoriedade de celibato clerical: os padres não podiam mais se casar. Isso foi necessário para a Igreja Romana evitar o risco da divisão de suas terras, o que aconteceria se os padres tivessem filhos, além disto, assegurava a dedicação integral à atividade eclesiástica.
  • Em 1075, Gregório VII proibiu que os reis continuassem a nomear e investir membros da hierarquia da Igreja em seus cargos, como o de bispo. Henrique IV, imperador do Sacro Império Romano Germânico não aceitou e foi excomungado, mas acabou pedindo perdão a Gregório IV.
  • Por volta do ano 1000, Constantinopla (ou Bizâncio), a maior potência do mundo mediterrâneo, sede do Império Romano do Oriente, mesclando o cristianismo com a tradição grega, inaugura a Igreja Ortodoxa e, em 1054, rompe com o catolicismo romano (Cisma do Oriente).

As Primeiras Cruzadas – 1095 a 1204

  • Em 1095, o papa Urbano II exortou os cristãos a se organizarem para derrotar os turcos muçulmanos que dominavam a Terra Santa (Jerusalém), iniciava as CRUZADAS.
  • Os católicos europeus integrantes das cruzadas passaram a guerrear contra as cidades bizantinas e, a Cruzada do Oriente, em 1204, tomou Constantinopla.

Império Otomano – 1259-1326

Império Napoleônico – 1812

Congresso de Viena – 1815

Primeira Guerra Mundial – 1914-1921

Segunda Guerra Mundial – 1939-1945

Europa Pós-Guerra

Mundo – século XX

  • (*) Do livro Trabalho e Civilização V2, Ricardo Maranhão, Editora Moderna.
Ilustrações
    Do livro Vida de Jesus, de Ellen G. White, 1985, CPB Editora, ilustrado por A. Rios e Heber Pintos.